FOBIA

 

FOBIA – distúrbio de ansiedade que se caracteriza pelo medo persistente que não tem explicação aparente e consciente. Não é uma doença, mas um sintoma que pode aparecer em várias doenças mentais. Um transtorno psicótico, ou depressivo, ou neurótico pode apresentar quadros de fobia.

 

Tem-se observado nas grandes cidades um aumento de queixas de fobia nos jovens. Como evitar o aparecimento desses sintomas fóbicos?

Não há uma garantia para isso, mas criando-se condições para o desenvolvimento de uma boa estrutura psicológica na infância, é quase certo que tais distúrbios não se desenvolvam. A garantia de atendimento às necessidades fisiológicas, de segurança e afetivas são imprescindíveis para um bom desenvolvimento emocional. Respeitando-se o atendimento a essas necessidades, adequadas a cada estágio do desenvolvimento, estaremos promovendo uma estruturação psicológica mais adequada e é isso que vai proteger o sujeito dos estados fóbicos.

Durante a infância podem aparecer medos inexplicáveis que não recebem a atenção necessária dos pais nem da escola e que às vezes até se resolvem espontaneamente. Mas, um dia, comportamentos fóbicos podem se instalar nessa criança que se tornou adolescente. De início um comportamento depressivo, um exagero em querer ficar sozinho, uma timidez excessiva, uma evitação nos relacionamentos, uma agressividade fora do foco, um comportamento anti-social...e finalmente o ABANDONO ESCOLAR.

Preocupa-me muito essa questão porquanto estamos tendo muitos casos de desistências no Ensino Médio, ou, quando menos, uma total “anorexia do saber” nessa fase da vida escolar. Isso não está acontecendo apenas com a juventude da chamada periferia ou das classes menos privilegiadas que freqüentam as escolas públicas e cuja justificativa é sempre: escola ruim, professores mal preparados, falta de motivação e estimulação, escolas desestruturadas...

Estamos vendo isso acontecer também com jovens de classe média e alta, que estudam em boas escolas, que têm toda uma condição de acesso a recursos que o ajudem a superar as dificuldades, que têm orientação na escola, professores de apoio, acesso a recursos tecnológicos... Adolescente dessas classes sociais que se recusa a continuar sua vida escolar e cujos responsáveis não conseguem sozinhos resolver, precisam de uma atenção profissional especial. Essa atitude pode ser uma escolha consciente, uma decisão discutida, mas isso pode estar sendo causado por uma fobia. Um estado fóbico que ele não consegue identificar.

Há tempos atrás falei disso aqui e acho importante voltar. A prevenção para esse tipo de comportamento começa pela COMPREENSÃO. É importante conversar com o adolescente procurando perceber seus sentimentos (CONVERSAR = você fala e o OUVE também). É muito comum pais e educadores falarem, falarem, falarem, fazerem discursos, darem um sermão para o adolescente sobre suas experiências, suas aprendizagens (que nem sempre são as reais...) e não permitirem que ele verdadeiramente se expresse. Ouça o que ele tem a dizer e procure falar da importância do conhecimento e do prazer de aprender, mas dentro das limitações de compreensão dele.

http://www.jblog.com.br. Disponível em 11/09/2009