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Mulheres: qual a importância dos exames? Solange Regina de Oliveira , Jornal do Brasil RIO - Ao longo do tempo, a mulher tornou-se um ser ímpar, polivalente, que planeja e executa com destreza muitos dos eventos que movimentam a vida humana. Talvez, nesses tempos, esteja faltando algum cuidado com ela mesma. Resta lembrar que vivemos numa sociedade desigual, onde muitas não têm o acesso equitativo à informação e ao cuidado. No Brasil são registrados, em média, 20 novos casos de câncer do colo do útero para cada cem mil mulheres por ano – variando em 17 casos na região Nordeste e 28 na região Sul. Cabe-nos uma reflexão, já que os casos aumentam na região de maior organização do sistema de saúde. Preocupa pensar que a justificativa do paradoxo é não diagnosticar, a tão grave e evitável doença, nas regiões mais carentes. Pelo acesso? Pela informação? São questões a serem discutidas permanentemente. O câncer do colo do útero é uma doença evitável quando rastreada oportunamente. O exame preventivo é de realização simples e permite detectar lesões pré-neoplásicas, ou seja, lesões prévias ao câncer. É uma doença silenciosa, não mostra seus sintomas por longo tempo e, quando torna-se invasiva, provoca mortalidade maior que a do câncer de mama. Muitas mulheres acham que o exame preventivo destina-se a identificar inflamações e, por vezes, não diferenciam o exame clínico ginecológico da coleta do material para o preventivo. Outras não o realizam por desconhecerem a importância do seu objetivo ou mesmo por constrangimento. Muitas delas desejam realizar o exame, mas não conseguem ter acesso. Voltamos à informação e ao acesso. A educação em saúde é um instrumento valiosíssimo e estratégico, seja na promoção da saúde, seja na prevenção de agravos. A informação faz crescer, cria oportunidades, fomenta a transformação. Mas precisamos abrir as portas, possibilitar o acesso ao cuidado, cumprir o direito à saúde. Cuidar da grande cuidadora. O exame preventivo do câncer do colo do útero deve ser realizado, periodicamente, a partir do segundo ano de atividade sexual. O intervalo entre os exames pode variar entre seis meses a três anos, conforme a indicação médica. A consulta ginecológica com exame clínico deve ser realizada anualmente para todas as mulheres. * Solange Regina de Oliveira é ginecologista do Centro de Saúde da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca. HTTP://Jbonline.terra.com.br disponível em 11/09/2009
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