A carreira
Esqueça a idéia preconceituosa que o assistente social é alguém
que só se preocupa em ajudar as pessoas a enfrentar questões
delicadas. Primeiro, porque ele ganha um salário para cumprir
suas tarefas. Depois, porque essa atividade passa longe do
paternalismo: nasce da percepção de que as desigualdades sociais
precisam ser combatidas para o benefício de todos. "Lidamos com
a questão da pobreza porque ela afeta toda a sociedade, e não só
os desfavorecidos", diz Marta Campos, professora da PUC de São
Paulo. "Se há desemprego, a violência aumenta e o consumo
diminui." O mercado
Segundo uma pesquisa conjunta do Conselho Regional de Serviço
Social e do professor Ademir Silva, da PUC de São Paulo, o setor
público é o que mais emprega assistentes sociais, seguido das
grandes empresas. "Eles aparecem no quadro de 45% das companhias
da Grande São Paulo. Em 22% delas, trabalham na área de recursos
humanos", afirma o professor. Novas frentes de trabalho estão se
abrindo em organizações não governamentais. O curso O assistente social recebe ampla formação em ciências humanas, que são o suporte das disciplinas específicas, como administração, história, pesquisa em serviço social e política social. No quarto ano, é obrigatório um estágio. Duração média: quatro anos.
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